Pra ter um pouquinho de felicidade a gente tem q acabar com pelo menos 10 minutos de vida...
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Feio horizonte
São Paulo
A cidade dos engenheiros
Dos construtores de celas
Cada prédio uma barra
Por trás das grades, o horizonte...
Feio Horizonte
Este dos produtores de grades
Bem remunerados por isso
Constroem suas próprias celas
Se gabam, acham bonito
Seu céu cimentado
Acima lápide, asfalto abaixo
Em vez de um Belo Horizonte
Vejo Lindos Mausoléus
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Cidade faminta
Morte! A Cidade declara!
Morte! Os prédios se alimentam
Os prédios têm que se alimentar.
Morre-se todo dia
Morre-se toda hora
A cidade diminui a vida
A cidade diminui o homem
A gente morre pra viver um pouco mais
A gente morre todo dia pra viver um pouco melhor
NÃO SE VIVE NEM UM POUCO MELHOR
Vivemos para alimentarmos os prédios
Os prédios precisam comer
Os prédios estão famintos
E nós não temos mais vidas
Porque os malditos prédios precisam comer!
Porque os malditos prédios precisam comer!
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Insônia
seinemsetôDormindoousetôAcorda
tudoNebuloso.
nomeiodaNévoa,vioFuturo.
nãoeraReluzentenemCintilante
tambémnãoeraFosconemOpaco
apenasEra.
masEleNãomeViu
virouascostas,deudeombros
sobrousóLembrança,InsôniaeFutu
insôniainsôniainsôniaINSÔNIAin
Por: Koelho Fusarium
terça-feira, 14 de junho de 2011
O Banquete
Ontem fui visitar minha Mãe
Ontem fui visitar minha Mãe
Ela me recebeu como um príncipe
Como um príncipe em seu Humilde
Em seu Humilde Palácio
Minha Mãe é uma Rainha
Minha Mãe é uma Rainha
O Palacio é Humilde
Humilde e Digno
Não temos fogão
Não há geladeira
Não comemos no chão
Não temos mesa também
Mas o alimento foi farto
No simples jantar que Ela fez
Minha Mãe é uma Rainha
Minha Mãe é uma Rainha
Na tapawer a janta tava quente
(Em todo o mundo)
Nunca haverá melhor banquete
Que o arroz com ovo, que Ela fez.
Bebida melhor não há, se não da água que provei.
Entendo agora o cavaleiro Dom Quixote
Dom Quixote de la Mancha
Não era distorcão, não.
Dom Quixote tem razão.
Muitos Palácios Humildes
Muitos Palácios Humildes
Minha Mãe, meus Amigos
Minha Rainha, meus Escudeiros.
Por isso eu digo
eu digo sim:
Minha Mãe é uma Rainha.
Meus Amigos, Cavaleiros.
Ontem fui visitar minha Mãe
Ela me recebeu como um príncipe
Como um príncipe em seu Humilde
Em seu Humilde Palácio
Minha Mãe é uma Rainha
Minha Mãe é uma Rainha
O Palacio é Humilde
Humilde e Digno
Não temos fogão
Não há geladeira
Não comemos no chão
Não temos mesa também
Mas o alimento foi farto
No simples jantar que Ela fez
Minha Mãe é uma Rainha
Minha Mãe é uma Rainha
Na tapawer a janta tava quente
(Em todo o mundo)
Nunca haverá melhor banquete
Que o arroz com ovo, que Ela fez.
Bebida melhor não há, se não da água que provei.
Entendo agora o cavaleiro Dom Quixote
Dom Quixote de la Mancha
Não era distorcão, não.
Dom Quixote tem razão.
Muitos Palácios Humildes
Muitos Palácios Humildes
Minha Mãe, meus Amigos
Minha Rainha, meus Escudeiros.
Por isso eu digo
eu digo sim:
Minha Mãe é uma Rainha.
Meus Amigos, Cavaleiros.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Manchete retirada de uma página de jornal
Clínica de psicologia e psiquiatria situada no cruzamento das Rodovias Século XX e Século XXI relizam legalmente o aborto de poetas, escritores, filósofos, músicos, pintores, interpretes, e toda uma sorte de criadores de arte.
terça-feira, 7 de junho de 2011
Sobre o Colecionador
Assim falou o espírito:
Sou como aquela,
ela elo música que não deseja sair da mente.
Um habitante do incosciente,
colecionador de almas.
(como, de groceiro modo, chamo.)
Como as mulheres do ópio,
que o voyeur observa
e toma suas notas. (Em mi menor)
conteúdo do vinho que abastece a adega
do espírito inefável e disforme,
paira sobre as vagas levado por Zéfiro.
A estalactite formada pelo receio
prestes a se precipitar sobre
o desavisado errante,
perscrutador da aparência irrelevante,
da escuridão soturna, grave
do esconderijo diurno vacilante,
Demônio do Mar da Galiléia.
Um barulho.
A base firme se rompe,
como se por impulso,
malgrado o descuidado
não percebesse,
a idade da flexa vertical
atinge o chão
o som disperta pavor atento!
O "mal da Atencão" de Egeu,
cujo nome de família
desemporta, assim como
a acão de meu tempo.
Assim falou o Colecionador de Almas
"Coleciono as almas que possuí
Saio delas, mas elas nao saem de mim."
E assim o espírito se dissipou.
O mar tornou-se lago,
gigantesco e tenebre.
(Em homenagem a nenhum humano)
Sou como aquela,
ela elo música que não deseja sair da mente.
Um habitante do incosciente,
colecionador de almas.
(como, de groceiro modo, chamo.)
Como as mulheres do ópio,
que o voyeur observa
e toma suas notas. (Em mi menor)
conteúdo do vinho que abastece a adega
do espírito inefável e disforme,
paira sobre as vagas levado por Zéfiro.
A estalactite formada pelo receio
prestes a se precipitar sobre
o desavisado errante,
perscrutador da aparência irrelevante,
da escuridão soturna, grave
do esconderijo diurno vacilante,
Demônio do Mar da Galiléia.
Um barulho.
A base firme se rompe,
como se por impulso,
malgrado o descuidado
não percebesse,
a idade da flexa vertical
atinge o chão
o som disperta pavor atento!
O "mal da Atencão" de Egeu,
cujo nome de família
desemporta, assim como
a acão de meu tempo.
Assim falou o Colecionador de Almas
"Coleciono as almas que possuí
Saio delas, mas elas nao saem de mim."
E assim o espírito se dissipou.
O mar tornou-se lago,
gigantesco e tenebre.
(Em homenagem a nenhum humano)
terça-feira, 1 de março de 2011
Vetor (sem AB)
...Que há
antes mim?
Sem começo
Nem fim
Nem começo
Sem fim
Sem fim
Se começo
Do fim
Do começo
Sem fim
Quero dizer
Sem dizer
Começo dizer
Fim dizer
Inoptável. Está-se na vida como a vida no uni-verso e o universo no verso no verso do verso ao in-verso.
Que há
Ante mim?...
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Vanish.........

