sábado, 25 de abril de 2009

Orgãos voadores não identificados...


Prestes a ser inundado

Um vale

Vejo um par de OVNIs.
O mesmo movimento, ariscos.
Parecem estar em colapso.
Não dançam. Têm um enfarto.

Tremulo estás.
Suando com o meu rosto!

De fato,
Não é uma dança...
É um enfarto.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Tudo a seguir é mentira:


Eu estou numa terra onde até os mosquitos morrem de fome...
Não tem comida pra comê...
Não tem bedida pra bebê...

E a gente morre de fome...

Não tem trabalho pra fazê...
Só tem ração pra nóis comê...
E a gente morre de fome...

Ééééééééé...éééééééé..ééééééé...éééé...ééééééé..éé..éééééé


Tá todo mundo no bar fazendo o mesmo ruido de bezerro com fome...

Você está numa terra onde até os mosquitos morrem de fome...
(Ééééééééé...éééééééé..ééééééé...éééé...ééééééé..éé..éééééé)
Você está numa terra onde você é um mosquito que morre de fome...
(Ééééééééé...éééééééé..ééééééé...éééé...ééééééé..éé..éééééé)
Você está numa terra que só você é um mosquito morrendo de fome...

(Ééééééééé...éééééééé..ééééééé...éééé...ééééééé..éé..éééééé)

Mentira... A gente tá fudido porque a gente é assim:

Éééééééééééééééééééééééééééééééééééééééééééééééééééééééééééééééééé....

Um por todos e todos por um... no final todo mundo é assim: ééééééééééééé....

terça-feira, 7 de abril de 2009

Alice in Chains

A poça

Eu...
Bom...
Eu estava parado ali, à moda de ser humano...
Vi, lá, um tijolo amarrado por uma linha
Não tinha origem, era linha...
Foi quando dei um passo à frente
E pisei sobre uma poça d'água

Não reparei...

Olhei o concreto à minha frente e vi que se desfigurava,
Esvaziava sua forma como a areia de uma ampulheta que ia
Embora no ar...

Quando dei por mim.. tinha esquecido que também eu,
Duro como contreto,
Era também feito de barro...

E no momento último,
Quando meu corpo já não me sentia
Olhei para o absurdo mais uma vez...
Foi que vi, ali, na minha frente
A figura transformada em chama..
Dissolvendo a linha que segurava o bloco...

Imaginei então que a chama, após a dissolução...
Extinguiria-se também...
.
.
.

Coquetel de libido verbal e egoísmo

Eu digo "Sinta".
Tu dizes "Sentes?"

-É meu-teu próprio gosto.
(Separadamentejunto)

Então dizes: "Engulas! ",no entanto, é fluido teu essa navalha...

Então gritas "Pra fora!"
Rebato: Não! - e ordeno: Degusta o sabor das lágrimas doces que filtra teu coração!

(Pedante, eu sei, mas você nunca ficou de pau duro ao maltratar alguém?
Só por falar, estas orações estão deslocadas, além do tempo e espaço pecam na concordância verbal. Se entendes um pouco a gramática irás entender que "você" é uma anomalia.)

É saudável essa seiva, péssima volúpia do espírito, não? -Dói?
-Dói.

Explico: A saliva suaviza o corte, à navalha.

Por dentro, as palavras queimam na tua língua,
E o corte arde fervoroso enquanto engoles.

Agora não sei mais quem diz-grita, quem ordena, quem explica, quem bate, quem rebate ou se debate.
Na bem da verdade, fodemos e foderemos com a gramática, com a didática, a sint-ética e a poética:

Engula!
Engole!
Engoles!
Em goles...
Em gula...
Essa porra.


não quero anoitecer
essa noite fria
esse clima de solidão
essa viagem congelante
se faz só

e é frio cá dentro
labaredas do inverno
são chamas lancinantes
que congelam o útero do meu cérebro

de tão gelado dentro
queimado ao som do vento
partiu-se o coração fez-se cinzas
e voou

o ar que trago
é cinzento
e é neve
é pó de cimento

mutilado

iuqadetrapsiamuosoanetnematsopus
odidecxeodalitum
sarohsaodnitrapossexcessee
“odaleportaiufesauqmetno”
etrosanorremusiam
sodatrocertne
asemanmaloreuqsodadmessem
socossoiràvesomocodalitum
eugeseseuqogramao
mevednoedmevednoedmevednoed
oirassecensedeorrazibohnosmuodnaracna
odatimoveogramaodnatsarraosirroso
ecrotsidaracausodnauqodaçargneoateoan

odalitum

Vanish.........

Vanish.........