Havia fora uma árvore cheia de folhas verdes. Era uma goiabeira quando mais tarde olhei de perto. Em uma das folhas se concentrava um coletivo de lagartas filhotes.
BAM
O quarto era claro, bastante claro, branco de claro, com poucos móveis dispostos de forma a serem mudados de lugar assim que achassem propício e necessário. A janela simples tinha a parte de vidro transparente fechada.
Na árvore um pardal pousara num dos galhos leves da goiabeira mexendo sua cabecinha para lá e para cá num ritmo semelhante ao ritmo das folhas tocadas pela brisa. Olhava fixamente em direção ao vidro.
BAM
Abri a janela de vidro.
O pardal havia voado.
Não pude deixar de pensar que o que havia dentro do quarto interessava ao pardal. Não pude deixar de pensar, quando reparei na trajetória de seu vôo, que não era seu próprio reflexo que o interessava (talvez pardais não reconheçam seu reflexo). Não pude deixar de notar que talvez tenha se interessado por algo que, de onde estava, não pudera enxergar na árvore real.
Em todo o caso, talvez tivesse visto um inseto no chão do quarto, que de onde eu estava, não tenha percebido e que quando dei por mim, ambos tinham alçado vôo.
sábado, 19 de dezembro de 2009
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Vanish.........

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