quarta-feira, 15 de junho de 2011

Insônia


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seinemsetôDormindoousetôAcordado
tudoNebuloso.
nomeiodaNévoa,vioFuturo.
nãoeraReluzentenemCintilante
tambémnãoeraFosconemOpaco
apenasEra.
masEleNãomeViu
virouascostas,deudeombros
sobrousóLembrança,InsôniaeFuturodoPretérito.
insôniainsôniainsôniaINSÔNIAinsôniainsôniainsôniaINSÔNIAinsônia



Por: Koelho Fusarium


terça-feira, 14 de junho de 2011

O Banquete

Ontem fui visitar minha Mãe
Ontem fui visitar minha Mãe
Ela me recebeu como um príncipe
Como um príncipe em seu Humilde
Em seu Humilde Palácio

Minha Mãe é uma Rainha
Minha Mãe é uma Rainha
O Palacio é Humilde
Humilde e Digno

Não temos fogão
Não há geladeira
Não comemos no chão
Não temos mesa também
Mas o alimento foi farto
No simples jantar que Ela fez

Minha Mãe é uma Rainha
Minha Mãe é uma Rainha
Na tapawer a janta tava quente
(Em todo o mundo)
Nunca haverá melhor banquete
Que o arroz com ovo, que Ela fez.
Bebida melhor não há, se não da água que provei.

Entendo agora o cavaleiro Dom Quixote
Dom Quixote de la Mancha
Não era distorcão, não.
Dom Quixote tem razão.

Muitos Palácios Humildes
Muitos Palácios Humildes
Minha Mãe, meus Amigos
Minha Rainha, meus Escudeiros.

Por isso eu digo
eu digo sim:
Minha Mãe é uma Rainha.
Meus Amigos, Cavaleiros.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Manchete retirada de uma página de jornal

Clínica de psicologia e psiquiatria situada no cruzamento das Rodovias Século XX e Século XXI relizam legalmente o aborto de poetas, escritores, filósofos, músicos, pintores, interpretes, e toda uma sorte de criadores de arte.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Sobre o Colecionador

Assim falou o espírito:

Sou como aquela,
ela elo música que não deseja sair da mente.
Um habitante do incosciente,
colecionador de almas.

(como, de groceiro modo, chamo.)

Como as mulheres do ópio,
que o voyeur observa
e toma suas notas. (Em mi menor)
conteúdo do vinho que abastece a adega
do espírito inefável e disforme,
paira sobre as vagas levado por Zéfiro.

A estalactite formada pelo receio
prestes a se precipitar sobre
o desavisado errante,
perscrutador da aparência irrelevante,
da escuridão soturna, grave
do esconderijo diurno vacilante,
Demônio do Mar da Galiléia.

Um barulho.

A base firme se rompe,
como se por impulso,
malgrado o descuidado
não percebesse,
a idade da flexa vertical
atinge o chão
o som disperta pavor atento!

O "mal da Atencão" de Egeu,
cujo nome de família
desemporta, assim como
a acão de meu tempo.

Assim falou o Colecionador de Almas
"Coleciono as almas que possuí
Saio delas, mas elas nao saem de mim."

E assim o espírito se dissipou.
O mar tornou-se lago,
gigantesco e tenebre.

(Em homenagem a nenhum humano)

Vanish.........

Vanish.........