terça-feira, 7 de junho de 2011

Sobre o Colecionador

Assim falou o espírito:

Sou como aquela,
ela elo música que não deseja sair da mente.
Um habitante do incosciente,
colecionador de almas.

(como, de groceiro modo, chamo.)

Como as mulheres do ópio,
que o voyeur observa
e toma suas notas. (Em mi menor)
conteúdo do vinho que abastece a adega
do espírito inefável e disforme,
paira sobre as vagas levado por Zéfiro.

A estalactite formada pelo receio
prestes a se precipitar sobre
o desavisado errante,
perscrutador da aparência irrelevante,
da escuridão soturna, grave
do esconderijo diurno vacilante,
Demônio do Mar da Galiléia.

Um barulho.

A base firme se rompe,
como se por impulso,
malgrado o descuidado
não percebesse,
a idade da flexa vertical
atinge o chão
o som disperta pavor atento!

O "mal da Atencão" de Egeu,
cujo nome de família
desemporta, assim como
a acão de meu tempo.

Assim falou o Colecionador de Almas
"Coleciono as almas que possuí
Saio delas, mas elas nao saem de mim."

E assim o espírito se dissipou.
O mar tornou-se lago,
gigantesco e tenebre.

(Em homenagem a nenhum humano)

Nenhum comentário:

Vanish.........

Vanish.........